PMs do AM são presos em Porto Belo por esquema violento de agiotagem que faturou R$ 24 milhões

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A Polícia Civil realizou mais uma investigação qualificada para combater dois núcleos de organizações criminosas, que estavam voltadas para auferir lucro através de extorsão e agiotagem. Essa operação foi coordenada pelo Departamento de Polícia Metropolitana. O núcleo operacional, o núcleo financeiro e o núcleo mandatário dessas organizações foram presos e responderão por uma série de crimes”, afirmou.

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A ação contou com apoio dos departamentos de Polícia Metropolitana (DPM), Inteligência de Polícia Civil (DIPC) e Polícia Técnico-Científica (DPTC), além da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) e da Polícia Militar. O trabalho de inteligência foi fundamental para localizar os dois policiais militares em Santa Catarina.

Ao todo, 20 investigados foram presos em diferentes estados do país durante a operação Covil do MamonFoto: PCAM/Divulgação/ND MaisAo todo, 20 investigados foram presos em diferentes estados do país durante a operação Covil do MamonFoto: PCAM/Divulgação/ND Mais

“O trabalho conjunto, esse esforço de comunicação entre as agências de inteligência, o nosso núcleo de inteligência da Polícia Civil, foi fundamental para que nós conseguíssemos localizá-los no estado de Santa Catarina e a prisão foi efetuada”, completou Bruno Fraga.

“A investigação começou a partir de um provável caso de aborto. Nós fomos procurados por essa moça que supostamente teria sido objeto de um provável aborto. Nós aprofundamos as investigações e entendemos que tratava-se de uma grande rede de extorsão a partir do empréstimo de valores pequenos com juros abusivos e extorsivos, que geravam quantias de dívidas absurdas”, comentou o delegado Fernando Bezerra.

Segundo ele, os criminosos utilizavam o medo e a violência para forçar os pagamentos. Há relatos de vítimas que perderam imóveis e veículos por conta das cobranças.

Entre os casos investigados, está o de uma mulher que sobreviveu após ser baleada três vezes. Outra vítima teria tido um apartamento tomado pelos criminosos, enquanto uma terceira perdeu um carro como forma de pagamento da dívida.

Ao longo da operação, a Polícia Civil cumpriu 31 mandados de busca e apreensão, além do sequestro de 42 veículos e sete imóveis. Também houve bloqueio judicial de contas bancárias e suspensão das atividades de sete empresas ligadas aos investigados.

Durante a ação, os agentes apreenderam armas de fogo, espadas, computadores, celulares e outras mídias digitais. A polícia não descarta uma segunda fase da operação.

Conforme o diretor de comunicação da Polícia Militar do Amazonas, major Andrey Oliveira, os policiais militares presos já respondiam a processos criminais e estavam afastados das funções.

(ND Mais)

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