Policial militar é baleado por médico durante operação contra atestados falsos para presos da Canhanduba
Um policial militar do 12º Batalhão de Balneário Camboriú foi baleado durante o acompanhamento de uma operação do Gaeco, realizada no bairro Cedros no município de Camboriú e em outras cidades da região. O disparo foi feito por um médico investigado na ação.
Segundo informações, o agente foi atingido na perna esquerda, recebeu atendimento do Corpo de Bombeiros e está em estado estável após ser encaminhado ao hospital. Ao entrar na casa do investigado, os agentes foram surpreendidos pelos disparos de arma de fogo que acertaram o oficial. Diante a agressão, houve revide por parte da guarnição, cessando a ameaça.
Sobre a Operação
A operação, intitulada “Efeito Colateral”, busca desarticular um esquema fraudulento de emissão de atestados médicos ideologicamente falsos, utilizados para pedidos de concessão de prisão domiciliar a detentos do Complexo Penitenciário de Itajaí, a Canhanduba.
Ao todo, estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão e 34 mandados de busca e apreensão em Camboriú, Itajaí, Balneário Camboriú, Barra Velha, Gaspar, Navegantes, Joinville, Itapema e Porto Belo, em Santa Catarina, além de Pinhais e Pontal do Paraná, no Paraná.
Conforme a investigação do Ministério Público de Santa Catarina, uma advogada atuava em parceria com o médico na emissão dos atestados, simulando comorbidades graves inexistentes para fundamentar pedidos de liberdade ou prisão domiciliar aos detentos.
Entre os alvos da operação estão pessoas que receberam o benefício da prisão domiciliar e que, atualmente, estão foragidas. Também foram identificados diversos arquivos com imagens de atestados médicos falsos, além de conversas entre os investigados sobre a elaboração de diagnósticos que seriam utilizados em processos judiciais.
Segundo as apurações, os beneficiários do esquema eram, na maioria das vezes, lideranças criminosas que, ao obterem a prisão domiciliar, rompiam a tornozeleira eletrônica e fugiam.
Os mandados foram expedidos para endereços residenciais e empresariais vinculados aos investigados.
A operação contou com o apoio técnico da Polícia Científica. Os dispositivos eletrônicos apreendidos serão encaminhados para perícia especializada, responsável pela extração e análise dos dados.
(Menina FM)

