Adolescentes tentaram afogar cão antes de arremessá-lo de prédio em Itajaí; um maior de idade foi preso

Um crime que tirou a vida de um animal após ele ser arremessado de um prédio no bairro Murta, em Itajaí, chocou a região. De acordo com informações da Polícia Militar, o animal vinha sofrendo maus-tratos desde a tarde de quinta-feira, 12, e morreu após quatro jovens, entre eles três adolescentes, o arremessarem do segundo andar de um prédio abandonado. Antes de cometer o crime, os suspeitos tentaram afogar o animal no rio.

Segundo informações do comandante do 1º Batalhão da Polícia Militar de Itajaí, Ciro Adriano, além do cão morto, outro cachorro de pelagem branca também sofreu maus-tratos com a tentativa de afogamento. Em conversas com moradores da região, as equipes policiais obtiveram informações sobre onde os suspeitos moravam e, após buscas, três envolvidos foram localizados.

Um deles, maior de idade, foi preso e está no presídio da Canhanduba, aguardando audiência de custódia. Um quarto jovem que teria participado da ação não foi localizado pelos policiais. Conforme o comandante, os envolvidos moram em Itajaí, sendo um deles natural da cidade e os outros dois do Rio Grande do Sul e de Pernambuco.

Ainda segundo o comandante, foram coletadas informações com testemunhas que moram na região, as quais indicam que o animal agredido e morto pelos jovens seria de um dos envolvidos. O outro cão que sofreu tentativa de afogamento também é do mesmo tutor.

As informações da Polícia Militar foram encaminhadas à Polícia Civil, que fará a investigação do caso. Ainda conforme o relato do comandante, no primeiro momento da apreensão, os envolvidos negaram as acusações de maus-tratos. Algumas testemunhas, incluindo outros adolescentes e os pais dos envolvidos, já foram ouvidas pelas equipes.

O caso aconteceu por volta das 18h10, e a Guarda Municipal e a Guarda Ambiental foram acionadas. Foi realizado o recolhimento do corpo do animal. O Instituto Geral de Perícias (IGP) foi acionado para efetuar os procedimentos técnicos.

Uma médica-veterinária do Instituto Itajaí Sustentável (INIS), que acompanhou a ocorrência, constatou escoriações na região da boca, queixo e palato, além de sangramento — lesões compatíveis com possível queda.

O caso acontece pouco mais de um mês após o episódio do “Cão Orelha”, morto após ser agredido por um adolescente na Praia Brava, em Florianópolis.

(Menina FM)

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