Após uma semana, família que perdeu tudo em incêndio possivelmente criminoso, busca ajuda para recomeçar em Itapema

Exatamente uma semana após o incêndio que destruiu duas casas no bairro Casa Branca, em Itapema, moradores ainda tentam juntar forças para recomeçar. O fogo, que começou no fim da tarde do dia 19 de novembro, espalhou desespero pela vizinhança e deixou uma família sem absolutamente nada — e ainda levantou fortes suspeitas de que o caso tenha sido criminoso. Agora, com o suspeito foragido e as investigações em andamento, as vítimas seguem recebendo apoio de parentes, vizinhos e doações.

Na quarta-feira passada, por volta das 16h55, equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas para a Rua 816-A, ao lado do ginásio municipal, após a informação de que uma edificação unifamiliar estava em chamas. Quando chegaram, os bombeiros encontraram duas casas no mesmo terreno totalmente tomadas pelo fogo, ambas em estágio avançado de incêndio.

O fogo destruiu completamente a primeira casa, de madeira, e avançou rapidamente para a residência principal, de alvenaria. Segundo relatos, foram momentos de desespero, correria e medo, tanto para a família como entre vizinhos e quem passava pela rua.

Para combater as chamas e realizar o rescaldo foram utilizados cerca de 15 mil litros de água. Depois da ação, o local ficou aos cuidados da Polícia Militar. A Guarda Municipal e a Polícia Civil também estiveram presentes. Ninguém ficou ferido.

Apesar do esforço dos bombeiros, móveis, eletrodomésticos, roupas, documentos, utensílios de cozinha e itens pessoais foram reduzidos a cinzas. Populares solidários ainda conseguiram retirar alguns eletrodomésticos antes que o fogo consumisse tudo. Para agravar a situação, parte do que sobrou acabou sendo furtado após o incêndio.

Vídeo – Reprodução

Suspeito de incendiar a casa está foragido

De acordo com moradores, há fortes suspeitas de que o incêndio tenha sido criminoso. O possível autor seria o ex-marido da mulher que vivia na primeira casa atingida — uma residência pequena e de madeira, descrita como muito simples. Ela morava ali porque a proprietária, sua tia, havia cedido o espaço viver durante um período.

O suspeito teria descumprido uma medida protetiva, que é uma ordem da Justiça para impedir que alguém se aproxime ou ameace outra pessoa. Desde a separação, o relacionamento era marcado por brigas e ameaças constantes. A mulher tinha inclusive o aplicativo botão do pânico, uma ferramenta disponibilizada pela Guarda Municipal de Itapema no celular para pedir socorro imediato, e o acionou algumas vezes.

O homem já tem passagens pela polícia e está foragido. A Polícia Civil segue investigando o caso.

Família perdeu tudo e precisa recomeçar

Na casa principal do terreno, a segunda a ser atingida, morava dona Anair, matriarca da família, acompanhada do filho, da nora e do neto de apenas quatro anos. Eles só conseguiram sair com a roupa do corpo. Agora, tentam reconstruir a rotina após perderem absolutamente tudo.

A filha de dona Anair, Vanessa Teresinha Haas, criou uma vakinha online para ajudar no recomeço. Por enquanto, os quatro estão abrigados na casa de Vanessa, que mora no bairro Tabuleiro. Já a moradora da primeira casa destruída está provisoriamente na casa dos filhos, no Alto São Bento.

“Esses últimos dias têm sido muito difíceis. Estamos reconstruindo aos poucos com a ajuda de algumas doações que já recebemos — e somos muito gratos por isso. Mas, faltam itens essenciais e um lar para eles morar”, conta dona Anair.

Formas de contribuir:

A vakinha para ajudar a família está disponível no link:
vakinha.com.br/vaquinha/juntos-pela-casa-da-minha-mae

Pix da vakinha: 5818346@vakinha.com.br

Pix pessoal da dona Anair: (47) 9 9659-8581

Mesmo que você só possa doar R$ 5 ou R$ 10, já faz muita diferença. Não existe valor pequeno quando muitas pessoas se unem”, declara Vanessa. “De coração, obrigada a todos que estão ajudando de alguma forma. A solidariedade de vocês está sendo a nossa força nesse momento tão difícil“, conclui.

Para quem quiser oferecer outras formas de ajuda, o telefone/WhatsApp de Vanessa é (47) 9 9704-5403.

A família também conversou com o repórter Flavio Silva, da Rádio Cidade 104.1FM, e mostrou os estragos deixados pela tragédia; confira abaixo na íntegra:

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