AMA Porto Belo pede ajuda em sessão da Câmara

 

Associação corre o risco de fechar as portas. Vereadores querem que Executivo intervenha

“Corremos o risco real de fechar as portas”. O alerta traduz a situação da Associação de Pais e Amigos dos Autistas (AMA) de Porto Belo, que corre contra o tempo para fechar as contas até o final do ano. Adriane Loeblein usou a tribuna durante a sessão da Câmara desta segunda-feira (15) para expor a situação da entidade que preside e pedir ajuda.

A AMA existe há três anos em Porto Belo. Faz pouco mais de doze meses, inaugurou sua sede, onde atende 38 jovens e crianças portadores da síndrome do espectro do autismo (TEA) nas especialidades de fonoaudiologia, psicologia, psicopedagogia e psicomotricidade. Além disso, frisou Adriane, a instituição desenvolve atividades voltadas ao bem-estar coletivo. “A AMA nasceu da necessidade de criar um espaço de acolhimento e suporte às famílias atípicas”, destacou, ressaltando o papel complementar da entidade em relação a outros organismos de atendimento a indivíduos portadores de necessidades especiais: “Conseguimos desafogar a fila no SUS e contribuímos para reduzir a demanda no Ciapa e na Apae”, afirmou, referindo-se ao Sistema Único de Saúde, ao Centro Integrado de Apoio à Pessoa Atípica e à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, respectivamente.

Segundo Adriane, a associação tem se mantido através das emendas obrigatórias indicadas pelos vereadores. Já há recursos disponibilizados dessa maneira previstos no orçamento municipal do próximo ano. Contudo, a AMA está com dificuldades para fechar o caixa nos meses que restam de 2025. Há um mês, a presidente e uma comitiva de vereadores estiveram na Prefeitura para discutir possibilidades de subsídio. No entanto, o departamento jurídico do Paço Municipal viu entraves legais. A solução emergencial foi direcionar emendas dos vereadores a outras áreas, que ainda não haviam sido pagas, para a instituição. Após a sessão ordinária desta segunda-feira, a Câmara aprovou em sessão extraordinária um repasse de R$ 10 mil através desse mecanismo.

O valor que a entidade necessita para chegar até o final do ano, porém, é R$ 300 mil. No entendimento dos vereadores, o Executivo pode ajudar mais. “A gente sabe que, quando se quer, se consegue”, enfatizou Jonatha Cabral (MDB), acrescentando que um eventual encerramento das atividades seria uma “derrota para o município”.

Para o Professor Juliano (Progressistas), as emendas parlamentares não podem ser a única forma de subsídio da instituição. Ele relatou uma visita que fez, junto com Rodrigo Carlos (União), à AMA de Camboriú, para saber como é feita a captação dos recursos daquela unidade. Em seu uso da tribuna, Rodrigo anunciou o repasse de R$ 100 mil de seu gabinete, inseridos no orçamento do ano que vem, e se disponibilizou a estudar maneiras de subsídio através de instâncias federais e estaduais e do empresariado local. Jonas Amadeu (MDB), por sua vez, pediu maior sensibilidade do poder Executivo na busca por uma solução: “Tem o que fazer”. Ele também conclamou a população a unir esforços e colaborar com o caixa da instituição.

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