Câmara discute oferta de cursos técnicos no município
Comissão de Educação, gestores de escola e setores econômicos debateram opções para ensino médio
No último dia 17 de junho, os vereadores Altino Júnior (PL), Rodrigo Carlos (União) e Nado (MDB), da Comissão de Educação da Câmara, participaram de uma reunião na Fundação Municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico (Fumtur), na qual se discutiu a oferta de cursos técnicos no município.
A presidente da fundação, Zene Drodowski, o vice-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Porto Belo, Lucio Abreu, a coordenadora do escritório local do Sistema Nacional de Emprego (Sine), Estela Schultz, e o secretário-executivo da Associação de Construtoras e Incorporadoras de Porto Belo (Acip), Christiano Pereira, também participaram. Gestores da Escola de Ensino Básico (EEB) Tiradentes propuseram a ampliação dos cursos oferecidos ao ensino médio.
O ensino médio corresponde à etapa final da educação básica e tem duração de três anos. Essa fase tem por objetivos preparar o estudante para o mercado de trabalho e também para o ingresso no ensino superior. Diferente das anteriores, de responsabilidade do município, cumpre ao Governo do Estado prover o acesso dos estudantes nessa etapa dos estudos.
A Tiradentes é a única escola de ensino médio de Porto Belo. De acordo com a gestora Ana Beatriz Passos, quase mil alunos estudam na unidade, divididos em seis turmas de ensino fundamental, uma turma de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e 22 turmas de ensino médio. Destas, sete são de Administração, com 175 alunos matriculados, nos períodos matutino e vespertino; as demais são do chamado Novo Ensino Médio (NEM), com turmas também no período noturno.
Para 2026, são esperados mais 220 egressos do nono ano do ensino fundamental. Para a direção da escola, o principal desafio tem sido conter a evasão escolar. Dados do Censo Escolar 2023 colocam o ensino médio como a etapa com maior taxa de evasão da educação básica, com 5,9%. Já a “Síntese de indicadores sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira 2024”, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicou que 9 milhões de brasileiros, na faixa de 15 a 29 anos, deixaram a escola antes de completar a educação básica em 2023.
Porto Belo não fica alheio a esses números. Por isso, no entendimento de Fabiano Quito, coordenador de cursos técnicos da escola, é preciso oferecer perspectiva de mercado aos estudantes. A escola tem buscado parcerias com setores econômicos visando facilitar o ingresso dos jovens no programa Jovem Aprendiz, além de promover palestras, encontros motivacionais e visitas técnicas a empresas. A oferta de um novo curso em 2026 é a próxima estratégia.
A reunião na Fumtur foi a primeira de uma rodada de consultas com diferentes setores para avaliar a demanda. Presidente da Comissão de Educação, Altino Júnior aprovou a iniciativa: “É importante ampliar a conversa e definir que tipo de qualificação para os nossos jovens a gente quer”, afirmou. De acordo com Christiano, existe déficit de mão de obra qualificada na construção civil, segmento que mais oferece vagas de trabalho no município atualmente. Sua torcida é que o curso a ser implantado contemple o setor.
“A ACIP espera que os alunos da escola estadual decidam pela abertura do curso técnico em edificações”, disse. Essa foi uma das possibilidades levantadas na reunião. As outras alternativas colocadas na mesa foram segurança do trabalho e informática.
“A ideia é, em agosto, fazer uma explanação à comunidade, visitar as escolas de ensino fundamental no município e ver quais cursos a comunidade gostaria para 2026”, antecipou Ana Beatriz.

