Tribunal de Justiça absolve todos os réus da Operação Ave de Rapina

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina absolveu na manhã desta segunda-feira (9) todos os sete réus que haviam sido condenados em 2023, em primeira instância, dentro da chamada Operação Ave de Rapina. O caso, cujas investigações iniciaram pela Polícia Federal em 2014, apurou denúncias de corrupção na Prefeitura de Florianópolis, como fraudes em licitações para instalação de radares e lombadas eletrônicas na Capital.

As condenações que ocorreram há dois anos foram sentenciadas pela Vara Criminal da Região Metropolitana da Grande Florianópolis.

Tribunal de Justiça absolve todos os réus da Operação Ave de Rapina
Foto: divulgação

Entre os réus estão ex-servidores públicos e empresários, que receberam na época penas entre quatro a cinco anos de prisão em regime semiaberto. Todos puderam recorrer em liberdade. Além dos sete condenados, outros cinco investigados foram absolvidos naquela oportunidade.

A Polícia Federal calculou na época um prejuízo aos cofres públicos de cerca de R$ 30 milhões, envolvendo a Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes e no projeto Cidade Limpa.

Quem são os absolvidos

Os sete réus agora absolvidos em segunda instância são Adriano João de Melo (ex-servidor do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF), Júlio Machado Pereira (ex-secretário municipal de Segurança e Defesa do Cidadão), Theo Mattos dos Santos (ex-servidor municipal terceirizado), Tiago da Silva Varela (que trabalhava no Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis), Décio Stangherlin (executivo e operador de contatos de uma das empresas envolvidas no esquema), Walmor Nascimento (empresário) e Davi Nascimento (empresário e filho de Walmor).

Saiba mais sobre a Ave de Rapina

A Operação Ave de Rapina foi uma investigação de combate à corrupção amplamente divulgada no estado de Santa Catarina deflagrada na manhã do dia 12 de novembro de 2014 pela Polícia Federal com o apoio do Ministério Público de Santa Catarina. O objetivo foi desarticular uma organização criminosa voltada para a prática de crimes contra a administração pública em Florianópolis e teve como alvo agentes públicos dos poderes executivo, legislativo e empresários envolvidos em vendas de projetos de lei, fraude em licitação e fraude em contratos que causaram prejuízos de aproximadamente R$ 30 milhões de reais aos cofres públicos municipais da cidade de Florianópolis.

As investigações comprovaram a existência de esquemas de corrupção inseridos na Câmara de Vereadores, Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF) e Fundação Cultural Franklin Cascaes.

A Investigação

A investigação realizada pela Polícia Federal foi dividida em três nuances investigativos:

  • Arregimentação de empresários por parte de integrantes do legislativo municipal para que esses empresários fossem beneficiados em projetos de lei;
  • Fraudes em licitações e o desvio de recursos públicos dentro da Fundação Cultural Franklin Cascaes que era utilizada como balcão de negócios para os acertos das fraudes. Constatou-se que empresários especializados em eventos festivos e culturais fraudavam licitações, também com a participação ativa de agentes públicos de Florianópolis, através do recebimento de informações privilegiadas relativas às empresas concorrentes e orientações de como proceder para fraudar o certame, com consequente desvio/apropriação de recursos públicos.
  • Apelidada como “Máfia dos Radares” empresas especializadas em radares e lombadas eletrônicas simulavam concorrência em licitações com o apoio de servidores para garantir a elaboração de contratos com o poder público. Em troca, pagavam mensalmente propina aos integrantes da organização criminosa.

Fonte: Guararemanews

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