CHEF DE COZINHA, CASSIANA DA SILVA FECHA A TEMPORADA 2025 DA SÉRIE MULHERES QUE INSPIRAM

Nina e o valor da persistência

ALCIDES MAFRA/ASSESSORIA CÂMARA PB
1 de abril de 2025 – 14h

PORTO BELO — A Câmara Municipal realizou, durante a sessão desta segunda-feira (31), a exibição do último vídeo da série Mulheres que Inspiram 2025. A apresentação do audiovisual contou com a presença das cinco protagonistas da temporada, que foram homenageadas no plenário pela Procuradoria Especial da Mulher.
“Vocês nos inspiram”, afirmou o procurador especial da Mulher, vereador Altino Júnior (PL), referindo-se à capacidade feminina superior de atuar nas mais diferentes instâncias da vida, seja pública ou privada. “E com maestria”, acrescentou.
Seu adjunto e colega de partido, Josimar de Melo, lembrou que a sessão marcou o encerramento do Mês da Mulher no Legislativo, o qual considerou um período “muito produtivo”. “A gente pôde conhecer algumas realidades e participar de eventos muito importantes”, destacou.
A personagem do último vídeo foi a paulistana Cassiana Figueiredo da Silva, de 46 anos, chef de cozinha radicada em Porto Belo há dezessete anos. Conhecida como Nina, teve uma infância incomum, em certo aspecto: ela nasceu e cresceu, junto com os quatro irmãos, em um circo. E tem orgulho disso.
Por outro lado, as dificuldades se imiscuíram na rotina de brincadeiras, reivindicando espaço que seria da infância. Como filha mais velha em casa, coube a Nina auxiliar a mãe, a cozinheira Maria José, nas tarefas domésticas. Assim, curiosamente, foi com o pai, o músico e radialista Manoel da Silva, que ela aprendeu a cozinhar. Estudar? Era quando dava.
Ao chegar em Santa Catarina, Nina aprimorou seu conhecimento trabalhando em restaurantes da região, como o do Beto Carreiro, em Penha. Até que decidiu, com o esposo, o portobelense Saul Guerreiro, virar feirante, correndo a região com seus produtos coloniais.
Foi um período de sacrifício, até montar um ponto fixo na cidade e iniciar um negócio de marmitas. Que foi atravessado pela pandemia. Nina “se reinventou”, conquistou estômagos e está feliz com o que conseguiu. Mas tem sonhos: “De ter um restaurante, um pouquinho maior do que o meu. Não muito grande, vai… umas 30 mesas? Hoje eu estou com quatro”, sorri.

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